Continuando os comentários sobre os filmes da geração clássica

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Por Luiz Anversa

Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (1984)
– O longa foi cercado de controvérsias. No 2º filme, Spock havia morrido. Os produtos deste terceiro filme, porém, queriam de qualquer maneira ressuscitar o vulcano. O diretor Nicholas Meyer não gostou nada disso e abandonou o projeto.

Leonard Nimoy, o ator que interpreta Spock, fez uma exigência para trazer à vida seu personagem: queria dirigir o filme. Como ninguém havia se candidatado, Nimoy ganhou o presente.

Na história, a tripulação descobre que a Enterprise será aposentada. O capitão Kirk decide roubar a nave pois suspeita que Spock esteja vivo.

O longa rendeu 163 milhões de dólares no mundo inteiro

Curiosidades:

- Gene Roddenberry odiou os rumos que sua criação havia tomado. Para tanto, incentivou trekkers a escreverem cartas de repúdio aos produtores dos filmes. Como visto, não se incomodaram nem um pouco.



Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa (1986) – Aqui, o filme mais “ecológico” da franquia. Kirk, Spock e Cia retornam à Terra a bordo de uma nave klingon, já que a Enterprise havia sido destruída.

Uma estranha sonda espacial aparece na órbita de nosso planeta e emite sons estranhos. Mais tarde, descobrem que a linguagem utilizada é das baleias corcundas, já extintas no século XXIII. Assim, a turma da Enterprise precisa voltar no tempo para trazer um animal da espécie e evitar a destruição da Terra.

Curiosidades:

- Leonard Nimoy novamente foi o diretor. Dessa vez, ele queria algo mais leve, com comédia. “Tivemos muitas mortes e drama. Era hora de um pouco de riso”, disse na época.

- O quarto filme foi o favorito de Nichelle Nichols (Uhura). “Precisávamos voltar às nossas origens. A ideia das baleias foi ótima para isso”, falou.

- Por pouco, Eddie Murphy, fã assumido da série, não participou do filme. O roteiro original tinha uma cena em que uma nave klingon sobrevoava o Super Bowl (final do futebol americano). Todos no estádio pensavam que era um efeito especial, menos um professor que acreditava em extraterrestres, vivido por Murphy. Além da cena nonsense (odiada pelos trekkers), o elenco de Star Trek temia que o ator “tirasse a luz” da tripulação da Enterprise. Murphy não seguiu com o projeto.

- William Shatner (capitão Kirk) queria que seu personagem fosse valorizado, financeiramente falando. Shatner pedia muito, o que fez com que o produtor-executivo Harve Bennett bolasse um plano B: caso Kirk não participasse, a trama se passaria na Academia da Frota Estelar, onde a tripulação havia se conhecido. Como Shatner conseguiu um bom contrato de dois milhões de dólares, nada daquilo foi necessário.




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