15 fev 12

Os últimos filmes de Star Trek

Por Luiz Anversa

Caro trekker, finalizo hoje os comentários sobre os filmes da geração clássica de Star Trek.





Jornada nas Estrelas V: A última fronteira (1989) – Depois de dois longas dirigidos por Leonard Nimoy (Spock), chegava a hora de William Shatner (Kirk) comandar um filme da franquia. E o tema escolhido por ele foi pra lá de polêmico: religião.
Na história, a tripulação da Enterprise interrompe suas férias para ir ao planeta Nimbus III.

Kirk e cia precisam negociar em um caso de seqüestro e descobrem que o vilão, no caso, é o meio-irmão de Spock, Sybok. A missão do vulcano é chegar a um planeta mítico onde encontraria Deus em pessoa. Quem iria dar essa carona para ele? A Enterprise, claro.

O criador Gene Roddenberry, novamente, ficou contrariado com os resultados de Star Trek. Tudo porque ele mesmo já havia proposto a produtores da Paramount um Jornada nas Estrelas com o tema religião. Porém, o estúdio prontamente vetou. Ficou claro para Gene que ele não era mais ouvido por ninguém. Muitos apontam esse longa como o mais fraco da série.

Curiosidades:

- O ator escalado originalmente para viver Sybok era Sean Connery, mas ele já estava envolvido com Indiana Jones e a Última Cruzada. Então, nada feito.

- No roteiro original, Spock e McCoy traíam Kirk para seguir Sybok. Nimoy e DeForest Kelley (que vive o Doutor McCoy) se revoltaram e mandaram mudar a cena. Seus personagens nunca trairiam “Jim” Kirk.

- Foi o filme da franquia que ficou menos tempo em cartaz nos EUA – 10 semanas. Ainda assim, arrecadou US$ 52 milhões no país e mais de US$ 70 milhões fora.




Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida (1991) – o fim da história para a geração clássica da Enterprise.

No último filme com os personagens que fizeram Star Trek o fenômeno que é hoje, os klingons – os grandes inimigos da Federação Unida dos Planetas – se sentam para negociar com a organização. O motivo? Após a explosão da lua Práxis, os alienígenas descobrem que sua camada de ozônio será destruída, o que acabaria com a vida de todos em Qo’noS (se fala Kronos). Com isso, precisam se aliar aos antigos inimigos. Porém, as negociações são tensas, e Kirk e McCoy são presos e enviados a uma espécie de gulag (campo de trabalho forçado) klingon.

A história foi assumidamente baseada no fim da Guerra Fria. Antes, os russos eram inimigos do Ocidente. Ao cair o Muro de Berlim, em 1989, foram chamados para negociar. Exatamente como os klingons, personagens inspirados nos soviéticos. “Queria fazer algo sobre mudanças radicais nas pessoas”, disse o diretor Nicholas Meyer.

Curiosidades:

- Leonardo Nimoy estava escalado para dirigir o longa. Como William Shatner mostrava que não ia aceitar mais um filme dirigido por Nimoy (e os produtores temiam um resultado como A última fronteira), resolveram chamar Nicholas Meyer, garantia de boas coisas, já que havia comandado A ira de Khan, talvez o mais celebrado longa-metragem da franquia.

- A cena em que os tripulantes assinavam seus nomes no último diário de bordo da geração clássica não saiu como o esperado. A ideia era os personagens colocarem seus nomes, e não os atores, como ficou. O fato irritou o corroteirista Dennis Flynn.

- Gene Roddenberry morreu dois meses antes da estréia do longa nos cinemas

- O filme já mostra sinais da “passagem de bastão” da Geração Clássica para a Nova Geração, como o acordo de paz entre Federação e klingons, além de utilizar os cenários da nova série, que estava no ar desde 1987.

- A explosão de Práxis foi inspirada no acidente nuclear de Tchernobyl, na Ucrânia.

- Por fim, A última fronteira marcava o aniversário de 25 anos do cultuado seriado. Para quem tinha uma missão de cinco anos, mais duas décadas não fizeram mal a ninguém, não é?

08 fev 12

Continuando os comentários sobre os filmes da geração clássica

Por Luiz Anversa

Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (1984)
– O longa foi cercado de controvérsias. No 2º filme, Spock havia morrido. Os produtos deste terceiro filme, porém, queriam de qualquer maneira ressuscitar o vulcano. O diretor Nicholas Meyer não gostou nada disso e abandonou o projeto.

Leonard Nimoy, o ator que interpreta Spock, fez uma exigência para trazer à vida seu personagem: queria dirigir o filme. Como ninguém havia se candidatado, Nimoy ganhou o presente.

Na história, a tripulação descobre que a Enterprise será aposentada. O capitão Kirk decide roubar a nave pois suspeita que Spock esteja vivo.

O longa rendeu 163 milhões de dólares no mundo inteiro

Curiosidades:

- Gene Roddenberry odiou os rumos que sua criação havia tomado. Para tanto, incentivou trekkers a escreverem cartas de repúdio aos produtores dos filmes. Como visto, não se incomodaram nem um pouco.



Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa (1986) – Aqui, o filme mais “ecológico” da franquia. Kirk, Spock e Cia retornam à Terra a bordo de uma nave klingon, já que a Enterprise havia sido destruída.

Uma estranha sonda espacial aparece na órbita de nosso planeta e emite sons estranhos. Mais tarde, descobrem que a linguagem utilizada é das baleias corcundas, já extintas no século XXIII. Assim, a turma da Enterprise precisa voltar no tempo para trazer um animal da espécie e evitar a destruição da Terra.

Curiosidades:

- Leonard Nimoy novamente foi o diretor. Dessa vez, ele queria algo mais leve, com comédia. “Tivemos muitas mortes e drama. Era hora de um pouco de riso”, disse na época.

- O quarto filme foi o favorito de Nichelle Nichols (Uhura). “Precisávamos voltar às nossas origens. A ideia das baleias foi ótima para isso”, falou.

- Por pouco, Eddie Murphy, fã assumido da série, não participou do filme. O roteiro original tinha uma cena em que uma nave klingon sobrevoava o Super Bowl (final do futebol americano). Todos no estádio pensavam que era um efeito especial, menos um professor que acreditava em extraterrestres, vivido por Murphy. Além da cena nonsense (odiada pelos trekkers), o elenco de Star Trek temia que o ator “tirasse a luz” da tripulação da Enterprise. Murphy não seguiu com o projeto.

- William Shatner (capitão Kirk) queria que seu personagem fosse valorizado, financeiramente falando. Shatner pedia muito, o que fez com que o produtor-executivo Harve Bennett bolasse um plano B: caso Kirk não participasse, a trama se passaria na Academia da Frota Estelar, onde a tripulação havia se conhecido. Como Shatner conseguiu um bom contrato de dois milhões de dólares, nada daquilo foi necessário.


01 fev 12

Filmes de Star Trek não agradaram a todos

Por Luiz Anversa

Em época de premiações cinematográficas, nada melhor do que comentar sobre os filmes de franquia de Star Trek. Como são muitos, resolvi separá-los em artigos diferentes.

O primeiro filme foi realizado em 1979, uma década depois da exibição do último episódio do seriado. Gene Roddenberry foi honesto: produziu Star Trek para as telonas pois viu a febre da época de Star Wars, lançado em 1977. E, para ter sucesso, deveria investir muito nos efeitos especiais.



Para dirigir o longa, foi chamado o renomado Robert Wise, responsável por clássicos como O dia em que a Terra parou e A noviça rebelde.

A história mostra que uma enorme nave destruidora está a caminho da Terra. Quem poderá evitar uma tragédia maior? Claro que a Enterprise.

Mesmo com muitos efeitos especiais, alguns fãs criticaram a falta de alguns aspectos caros à série, como a discussão de questões filosóficas.

O filme custou US$ 44 milhões e arrecadou no mundo US$ 139 milhões. Ou seja, foi muito bem nas bilheterias.

O segundo filme, A ira de Khan, é de 1982 e teve a direção de Nicholas Meyer. Nesse, a Paramount queria fazer um longa com a cara dos trekkers, ou seja, mais reflexivo. Tanto, que colocou Gene Rodenberry para escanteio.



A trama aqui mostra um agora almirante Kirk numa crise clássica de meia-idade. A situação piora quando ele acompanha jovens cadetes da Frota Estelar e a missão encontra o vilão Khan, dono da potente arma Torpedo. Porém, o principal fato do filme era: Spock morreria para salvar a USS Enterprise. Será?

Curiosidades:

- No primeiro filme, a trilha composta por Jerry Goldsmith se tornaria a abertura da Nova Geração.

- Nem mesmo Robert Wise gostou do resultado do 1º longa. Tanto, que o relançou em 2001, com o selo “versão do diretor”.

- Leonard Nimoy (Spock) foi um dos últimos a aceitar o convite para estrelar o filme. Na época, movia um processo contra a Paramount por usar a imagem de Spock em um comercial de cervejas sem o devido pagamento de direitos.

- Nimoy só participou de A ira de Khan depois da promessa dos roteiristas de que seu personagem iria morrer. Ele não gostava dos filmes e não agüentava mais ter a sombra do vulcano. Nada melhor do que matar Spock de uma forma digna: para salvar a Enterprise.

- No roteiro original, o caixão de Spock era lançado ao espaço. Quem fez a cena foi a ILM, estúdio de George Lucas, criador de Star Wars.

27 jan 12

Inglês perde sua 'Enterprise' para a mulher no divórcio

Foto: Reprodução/Daily Mail

O inglês Tony Alleyne é um desses fãs obcecados com o universo de "Star Trek". Tão obcecado que ele transformou seu apartamento numa réplica da Enterprise. E, durante o processo de divórcio com sua mulher, ele perdeu o apartamento para ela. A informação é do Daily Mail.

Tony passou os últimos dez anos investindo na 'reforma', incluindo painel de controle de voo, luzes e até os famosos 'teletransportadores'. Uma réplica do painel de comando controla as luzes e os efeitos sonoros do apartamento, que fica localizado na cidade de Hinckley.

A mulher de Tony está pretendendo vender o lugar, e transformar a decoração internada em uma coisa mais 'comum'.

Foto: Reprodução/Daily Mail