Uma multidão de pessoas participou neste domingo (06) da 'Passeata pelos Direitos Animais', em São Paulo. A concentração aconteceu por volta das 10h30, em frente ao Shopping Paulista, com o intuito de protestar a relação da pecuária com o aquecimento global, em observação à movimentação em Copenhague.
Este é o quarto ano conscutivo que o DIDA - Dia Internacional dos Direitos Animais, existente desde 10 de dezembro de 1998, é lembrado em forma de manifestação organizado pelos grupos 'Holocausto Animal' e 'Veddas- Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade'.
"É importante expor para a população o que está acontecendo com o clima do planeta, para que todos pensem melhor na atual condição que vivemos, na relação da pecuária com a globalização", explicou George Guimarães, presidente do Veddas.
Alguns participantes, que saíram de casa com roupas pretas em forma de protesto, estão pela primeira vez na passeata, como é o caso de Sônia Aparecida Duarte, 59 anos, atriz. "Acho bom lutarmos contra os crimes animais. Alguns nem ficamos sabendo... Muitos morrem de forma cruel. Por isso, temos de ir para a rua e gritar mesmo".
Já Lígia Maria Ruvenalth, 55, professora e atriz, revelou que esteve nas edições anteriores e que, além de não comer carne, procura incentivar a adoção de animais para ajudar os bichos que sofrem sem lar. "Sou vegetariana há 20 anos em respeito a mim e aos outros. Tenho quatro gatos vira-latas adotados: Afrodite, Apolo, Pandora e Ísis; todos deuses. A compra de animais favorece a exploração das fêmeas. As pessoas precisam se conscientizar, pensar mais no planeta", afirmou.
A advogada e diretora da Escola Estadual Maestro Fabiano Losano, Eliete Alves, 59, tem uma história interessante ocorrida na instituição em que trabalha. Ela foi às ruas com a Baby Losano, uma cadelinha vira-lata, por achar relevante divulgar aos paulistanos o movimento.
"Ela é a mascote da escola. Há 5 anos os alunos pediram que eu a adotasse. Ela morava na escola, ficou doente e agora vive comigo. Mas sempre a levo para visitar todos, as crianças que escolheram o nome dela. Eu vim com a Baby porque essa é uma causa importante, é um alerta para a população. Estive no Alasca em outubro e vi videos surpreendentes. Os ursos brancos estão morrendo afogados por causa do aquecimento. É muito triste", lamentou.
Por volta de 300 pessoas percorreram a Avenida Paulista, com cartazes, balões e panfletos, amparadas por segurança policial.
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