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Diego Max
Natural de Buenos Aires - Argentina, Diego Max Giles é um artista nato: músico, compositor-instrumentista e cantor, ator, roteirista, produtor e diretor. Escreve colunas com senso de observaçăo e critica nos segmentos artísticos e culturais.
diegomax@diegomax.com http://www.diegomax.com
 
 
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postado em 24/08/2010 17h45
1 - Missăo Cultural Sul, como legado do Mercosul
Estou em Buenos Aires, capital do país vizinho Argentina, à missão profissional como colunista e observador de arte e cultura do Portal da RedeTV, assim como artista. Nestas características aprecio e fundamento com meu aporte de qualidade e esforço, os movimentos artísticos de integracão das culturas de nossos países, mais específicamente neste momento, os relacionados à música.

Empunhando como arma de batalha meu velho e companheiro violão, e carregando na alma a inspiração no legado de meus mestres,  Vinicius, Chico, Caetano, Gonzagão, Badem Powell, Piazzola, Mercedes Sosa, Gardel, Atahualpa Yupanki…

Este é o compromisso que empreendi de valorizar e lutar pela ronovação destes valores folclóricos e a reintegração de nossas irmandades culturais.

Defendo um projeto de nome leve e emblemático chamado “Hablando com Jeitinho”, o titulo pressupõe além da óbvia integração mediante o jogo de palavras, o espirito incisivo e gracioso no falar e no transmitir de nossas personalidades, nada mais apropriado para isso do que a arte!

Este projeto citado apoia um show de nome também sugestivo, “Alquimia Latino Brasileira”, e  é o show que me trouxe a apresenta-lo em Buenos Aires, o que está acontecendo em “Casas” que se dispõem e vivem destas duas culturas irmãs, o que fazem com brilhante profissionalismo e abnegação, os espaços chamados de Notoriious e seu Clube Brasil, e o Centro de Estudos Brasileiros, fundamentado pela Embaixada do Brasil nesta capital.

Apenas por estas citações, já se pode notar que a realidade deste processo, e mesmo que pareça lento ou pouco visivel, é o retrato da vontade destes povos, estruturada por empreendedores e batalhadores exemplares por onde encontro meu espelho de ideal, e assim tratamos de prospectar um futuro mais rico para nossa região Mercosul, num intercâmbio de prosperidade real em mãos da identidade cultural harmônicamente natural, o que viabiliza a melhora geral das sociedades envolvidas.

Belo, é passear pela capital portenha e encontrar em absoluta concordância mulheres e homens brasileiros desenvolvendo seu trabalho aquí, casados com seus pares argentinos, criando uma legião de familias de verdadeiras alquimias latino brasileiras, e jovens estudantes “brazucas” em intercâmbios institucionais ou advindos de atitudes pessoais, desenvolvendo-se em faculdades de medicina, de artes, etc.

Tudo fica mais vistoso e alegre, e nada impositivamente identificável socialmente como pressupõe a cultura de massas criada artificialmente pela mídia doutrinada, a que determina ou tenta determinar nossos gostos, inlfuências e forma de ver o mundo a vida e nossos vizinhos, o que retrata mero imperialismo comercial e publicitário.

Este que não somente desejo, como também acredito no decreto de sua falência, pois os povos estão se reencontrando e se reconhecendo, respeitando as diferenças e se reaproximando nas semelhanças, a realidade positiva desde já não terá freio e nem fronteiras, e aproximidade geográfica logo será cultural.

Numa realidade assim, melhoram os negócios, o nosso próprio conceito regional e continental de publicidade, comércio, e a produtividade com insenção de pre-conceitos, o bloco avança para a fortaleza que sempre foi na proporção do que pode maximizar, se auto vizualiza e mantém naturalmente suas características peculiares regionais, sendo muito mais ainda valorizadas e atraentes às comunidades irmãs de fronteiras.

Já disse em outrora oportunidade neste nosso espaço, que em pesquisa antropológica se sabe que o teórico antagonismo entre o Tango e sua melancolía, e o Samba e sua euforia, é nada mais do que dois irmãos gêmeos separados no berçário, são a mesma divisão rítmica trazida pelos escravos africanos nos navios negreiros e portanto nascem juntos na sua terra natal Africa, este é um mero retrato simbolico de que já fomos muito mais próximos, empíricamente somos ligados, e se unidos… muito fortes e auto sustentáveis!

O que devemos entender é que em nada se deseja fazer apología reaccionaria, revolucionária e muito menos guerrilheira em algum contexto quando falo desta forma, usando de linguagem de metáforas como batalha, arma…

Isso na verdade nao é prerrogativa da cultura que exalto e defendo, a de nossos povos e nações, de fato somos todos de origem pacifica, alegre e criativa, e todas as guerras que nos nossos solos aconteceram, foram as provocadas por invasões ante nossa soberanía, e cada atitude de agressividade de nosso povo nativo ancestral, foi em realidade de apenas defesa.

A propositada ideia de força bruta sempre advêm de quem necessita impor alguma ideia, vontade e ambição fora de seu contexto legal, e a nossa luta ou melhor, defesa, deve ser na retomada de atitudes  e monstração de nossas qualidades de indepêndencia cultural, usando-nos em base do nosso folclore, intelectualidade, arte e espiritulidade, e isso tudo nos sobra… apenas temos que difundi-la para incentivar e reacendê-la!

Por isso estou aqui e ali, e em todos os lugares que puder e for necessário, acreditando na boa fé e vontade humana na reintegração da civilidade como contestação não armamenticia das guerras civis e militares que sempre tem bases sociáis e culturais,  assim como as econômicas e publicitárias, todas deturpadoras da lei natural da paz e prosperidade dos povos com suas identidades particulares, e as proximidades de cada uma em blocos positivos,  quando assim o desejarem, pelo simples prazer do intercâmbio.

A pouco tempo atrás, tramei um curto papo com o mestre da MPB, Toquinho,  a respeito deste assunto e ele me disse, vai em frente Diego, vou seguido a Buenos Aires e me sinto como na minha segunda casa, também falo com Tarrago Ros, meste sanfoneiro daqui Argentina, e a mesma coisa me disse…

Vejam bem, esta afirmação é mais do que se sentir bem, é se sentir aconchegado, abraçado, e assim me sinto no Brasil e vice-versa, para isso basta a arte em suas manifestações mais espontâneas, incluindo a política de boa vizinhança, é a identidade cultural… os negócios bem depois! Viva primeiro algo como o IntegraSul, ou CulturaSul, e depois viver-se-à naturalmente o Mercosul, é tão óbvio!

Pensem, a gente só troca favores e até negócios com o vizinho se nos apresentarmos, apertar-lhes a mão, dai estabelecemos um relacionamento preferencialmente de amizade e respeito, trocarmos impressões e ideias, e quem sabe até projetos em comum, dai a bater na porta do mesmo e propôr algum intercâmbio mesmo que de negócios, é naturalmente mais apreciável e aceitavel… ora, não é simples assim?!

Citações recomendáveis neste sentido:

No Brasil tenho muitos amigos além de colegas, com estes temos a correspondencia peculiar de contato em códigos graciosos como “hermanito”, como vai, onde estas agora, que anda fazendo, etc… E destes quero citar o Gabrel Sater, talentoso como seu pai Almir Sater, o hermanito com quem deverei gravar num projeto futuro um trabalho que unirá os lados românticos rurais da Argentina e Brasil, está com seu belo e rico trabalho na praça, seu segundo CD, este o autoral, “A Essência do Amanhecer”.

Neste qualificado projeto Gabriel engloba uma variedade de ritmos que vai do Chamamé e Tango agentino, ao Choro e Bossa Nova do Brasil, e de Guaránias e Polcas paraguaias, até baladas e temas com traços harmônicos do Jazz.

O folclore e o erudito assim também se fundem no seu caldeirão de sonoridades particulares, e o resultado é uma arte extremamente autêntica e marcante.

Boa pedida, recomendo!
 
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postado em 17/08/2010 19h49
2 - O Filósofo e o Folclore
O Filósofo – Dia 16 de Agosto

Opino que o filósofo também é um artista, além de pragmatismos se usa de ideias que são base concreta para fundamentar a sua verdade, e argumentar sua tese em favor destas.

Pode e deve investigar e instigar a sua particular visão por detrás dos mais especiais fatos da experiência universal e da história e seus pormenores, usando em cuidar do significado da linguagem subjacente, esta que usamos de hábito corriqueiro e nem notamos.

Desta forma, o filósofo procura além da verdade particular, uma verdade ampla e deseja e despeja argumentos para ser contemplada, mesmo que em nível de teoria, para poder explicar da sua forma, o peculiar cotidiano e pormenor das coisas, fatos e assuntos.

A paixão e interesse profundo para com as ideias, vendo-as como sustendo concretos de estruturas para criações e pensamentos que viram normas, leis e estudos, mesmo dentro de sua forma de criação e comunicação em base muitas vezes introspectiva e recolhida a seu isolamento, o que faz da sua natureza tal como faladores epistolares.

Do seu estudo incansável e hiperativo se dissertam cinco grandes campos de conhecimento:

Lógica, onde o filósofo investiga e desenvolver do pensamento e o articular do argumento assim cuida de dar sentido cognitivo às ideias.

Na Metafísica, em que estuda o extrapolar no limite do que a Física pode abstrair no seu ensinamento, investigando a noção concreta da realidade.                                               

Segue a Epistemologia, um campo de estudo em que o filósofo concentra o questionamento no modo de investigação cientifica, como o funcionar teórico da construção do conhecimento.

Já na Ética, permite-se avaliar e distinguir a relação entre comportamento, a ação devida e não devida, pertinência.

Por fim na Estética, é a citada filosofia da Arte, pois conceitua o feio e o belo, e a compreende desta forma na observação.

Por fim o filósofo é importante, pois ante mais nada é um investigador, apurador, um analista profundo e reflexivo da existência de tudo e todos, e isto contribui de maneira pratica para o desenvolvimento da qualidade humana.

O Folclore - Dia 22 de agosto

Advindo das palavras “folk” que significa “povo” e “lore” igual a “saber”, a expressão Folclore, grafada inicialmente folk-lore foi formada a partir das velhas raízes saxônicas, desta forma a nova palavra significa ‘sabedoria do povo’.

Segundo o dicionário Aurélio, existem três definições para folclore: “1. Conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções. 2. Conjunto das canções populares de uma época ou região. 3. Estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas nas suas lendas, crenças, canções e costumes; demologia, demopsicologia”. (AURÉLIO, 2005).

À conceituação pode-se acrescentar ainda, a definição de um conjunto de manifestações de diversos gêneros de cultura de origem popular, constituído pelos costumes e tradições regionais transmitidos de geração em geração.                               

É natural que todos os povos possuam suas tradições, crendices e superstições, que a transmitam através de manifestações artísticas e culturais como escritos, músicas, artes plásticas, festas e eventos como festivais e feiras, naturalmente isto é um desenvolvimento cultural que é gerado de uma necessidade de perpetuação da sua própria história e características peculiares, o que gera o Folclore.

Assim pode-se entender que o folclore é registro de valorização contextualizado destas manifestações, em profundo movimento a partir das bases sólidas artísticas culturais que retratam um povo e suas características, mas nunca cristalizado e estático, folclore não somente conta as manifestações desta natureza, as incentiva e transmuta, exemplo disso atual é a inserção da internet como dinâmico veiculo de comunicação a serviço da interação e integração das culturas em distintos movimentos folclóricos migrantes por estes meios.

Hoje em dia a UNESCO reconhece o folclorismo, estudo do folclore, como instrumento de educação escolar e bem protegido genericamente, assim se estabeleceu como ciência de tal modo a se tomar seu objeto, a cultura popular, fundamento de estudo sócio-cultural.

Desta forma passa a ser considerado um ramo das Ciências Humanas e Sociais, tendo seu estudo focado de acordo com a metodologia particular destas ciências, portanto pressupõe o mesmo direito a acesso de incentivos públicos e privados concedidos às outras manifestações culturais e cientificas.

Ainda segundo a UNESCO, para ser determinado se um fato é folclórico, este deve apresentar características básicas como funcionalidade, dinamicidade, tradicionalidade e aceitação coletiva. E diz a norma:

“Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico, artístico e humano ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica.

“São também reconhecidas como idôneas as observações levadas a efeito sobre a realidade folclórica, sem o fundamento tradicional, bastando que sejam respeitadas as características de fato de aceitação coletiva, anônima ou não, e essencialmente popular”.

Evidentemente fica marcada a notoriedade e vital importância do Folclore e sua manutenção, o respeito por todos os segmentos e áreas produtivas da sociedade em favor da valorização e estudo, como foco de fortalecimento da própria cultura e identidade em função do bem comum, de ideia de soberania e prosperidade dando vazão a educação, história e cultura do um e de todos os povos.

Cultura em tempo:

Vinícius de Moraes recebe homenagem póstuma em Brasília

O compositor, poeta e diplomata Vinícius de Moraes foi promovido esta semana à categoria de embaixador, em uma homenagem póstuma liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou nesta segunda-feira a "Agência Brasil".

Durante a homenagem, a filha do poeta, Georgiana Moraes, e a neta dele, Mariana, junto à cantora Miúcha, apresentaram alguns dos principais sucessos do compositor, como "Coisa mais linda”.

Mas coisa mais linda mesmo é a tentativa de reparar erros de reconhecimento ou desconhecimento do fundamento cultural e político que este homem sempre representou, com uma ideia agregadora e positiva de critica e construtivismo.

Apesar de ser em época eleitoral, devo seguir como artista e critico, esta característica e exemplo do mestre Vinicius e aplaudir que isto enfim aconteceu, e revigorou uma bela ideia de responsabilidade produtividade social que tem o artista sério e envolvido, e incentivar este tipo de ideal como lógica do movimento artístico e cultural para nós mesmo reconhecermos a importância na formação de opinião pública, com a ferramenta sedutora da arte.
 
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postado em 11/08/2010 16h36
3 - Esta Semana, Dias da Televisăo 11 de agosto e das Artes 12 de agosto
A Televisão

Que a televisão tem um papel vital na estrutura sociocultural do ser humano contemporâneo é inegável, o que se deve discernir é a propriedade construtiva desta.

Sou da opinião de que ela é interessante sim, mas a contraponto, me incomoda a massificação de culturas e estilos que influenciam a nossa vida desde tenra infância, que não nos pertencem geográficas, regional e folcloricamente, e desencadeia virtualmente um desejo de ser, ter e querer o que não se é naturalmente.

Assimilamos e nos educamos por osmose, quando bebês através do que nossos pais absorvem como telespectadores. E logo depois pela visão e audição, a partir da infância mínima que os dá autonomia de movimentos, e assim começa um processo conflitante educacional, entre o que nossos pais nos passam e logo a escola cotidianamente, e o que nos distrai, mas também alimenta o intelecto e emoções, a televisão sempre ligada.

A carga de interferências que nos passa a TV não tem margem a concorrentes, é dinâmica e simples, nada nos cobra, nem repreende e nem nos custa mérito aparentemente, são desenhos animados multicoloridos, músicas alegres ou melancólicas com clipes viajantes na nossa mente, programas que só assistimos pois estão lá e passamos a gostar dentro de um paradigma, enfim...

Isto obedece a uma dinâmica absurda a serviço do condicionamento cultural e comercial de quem detêm o maior volume de espaço na programação, sempre o mercado estrangeiro, e assim passamos a ver nosso redor mais fraco e pobre, tedioso, limitado, e o outro uma ilha da fantasia a qual desejamos chegar como a verdadeira terra prometida. Assim, para nos sentirmos mais próximos deste ideal, mesmo que inconsciente, passamos a nos vestir, consumir e espelharmos a imagem e semelhança, até em frases cotidianas e mesmo pensamento!

Televisão, caixa mágica, se bem aproveitadas, é a grande aliada da evolução do ser humano, mesmo pós Internet.

As Artes

Existem quatro pilares em que se assenta a cultura humana: arte, mística, filosofia e ciência, e destas a arte é provavelmente a mais antiga a ser regularmente praticada pela humanidade, isto pode se constatar entre os animais, onde se verifica através dos seus cânticos ou inclusive nas peculiares pinturas feitas pelos primatas, como registros de vivências e na simples contemplação do belo e do feio da vida e natureza. 

Consideram-se as sete artes como sendo a música, a dança, a pintura-desenho, a escultura, a literatura, o teatro e o cinema.

Voltando a constatação do primórdio do que seria arte em surgimento, contemplação e registros para fomentar o exercício espontâneo e planejado de tais, se pode afirmar que muito provavelmente a música seja a primeira arte.

A conclusão seria óbvia, pois todo o universo é regido por sons, sendo absorvidos e manipulados mesmo que por osmose, involuntariamente e sempre perceptíveis, de olhos fechados, imóvel, o sim se percebe e se move assim se faz sentir o tempo todo.

Nesta constatação pode se agregar imediatamente a dança, pois o som gera e é gerado por movimento, e por estarem sempre agregados, se harmonizam na cadência natural do que se expõem, através do vento na natureza movendo elementos, das cordas vocais e dos gestos do corpo, e por ai se seguindo em inúmeras ações que geram a primeira e segunda arte.

Na seqüência surgem a terceira e a quinta arte, a pintura-desenho e escultura, provenientes do desenvolver da cultura do Homo Sapiens, em que basicamente todas as formas de expressão absorvidas pela contemplação acima citadas, eram majoritariamente tácteis, gerando assim registros dos eventos e impressões em pintura e escultura.

Já na idade contemporânea da humanidade em relação ao período primitivo, por volta de 4000 AC, surge a escrita, que origina a Literatura, em que se baseia a arte do teatro, por depender totalmente como fundamento para sua manifestação.

A base literária usa a escrita como ferramenta para a comunicação em todos os meios que abrangem esta necessidade humana, informação intelectual e emocional, já a manifestação teatral tornou esta uma forma lúdica e vistosa de expressá-la fisicamente.

Por fim surge o meio virtual de massas destas formas de comunicação, a sétima arte, o cinema. Devo dizer que a contraponto desta premisse, questiono sua ordem, pois delega à fotografia a colocação de oitava arte, mas notemos que o surgimento do cinema se da no descobrimento do movimento sincronizado de fotografias sobre postas, que gera o movimento em principio mudo, e depois com áudio acoplado.

Bem, contrapontos à parte, devem ser vistas as artes como elas inspiram, essência de alma e propulsão de almas, riqueza de ser e sentir, comunicar e agregar com sensibilidade aos povos através dos tempos, e para sempre, isso é belo e vital.

Citando o artista espanhol Pablo Picasso: “a Arte varre da Alma o pó do cotidiano”.

Serviços de Arte e Cultura na nossa região:

Por falar em Televisão e Artes, um belo profissional destas áreas, o diretor paulista Milton Neves, presenteia o público e o mercado cultural com uma bela obra musical, o espetáculo de teatro “Tango Mulher”.

Este que tem sua estreia nesta semana, dia 12 de agosto no Café Concerto Uranus, mantendo sua temporada de todas as quintas-feiras até o mês de dezembro, e logo depois seguirá e turnê por inúmeras cidades do País.

Contando com um grupo 18 atores e dançarinos em cena de textos envolventes e vários números musicais, é um projeto que revela muito da história do Brasil dos anos 30, de maneira divertida e vistosa pelos belos figurinos.

De certa forma, a peça contextualiza um pressuposto de integração das culturas do Mercosul, principalmente advindas da bacia do Rio da Prata, Argentina e Uruguai, aliadas ao Brasil, numa época que remonta a lembrança de como estas culturas musicais, comandadas pelo Tango, influenciavam a região sul do Continente.

Numa época em que somos tomados pala avalanche da massa cultural pré-fabricada aos montantes níveis de desespero comercial, seja pela característica informativa artística e cultural, quanto a política, recomendo “Tango Mulher” para meu público.

Boa pedida!
 
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postado em 02/08/2010 18h45
4 - Sobre o Dia dos Pais
Em virtude de este dia de celebração acontecer no 08 de agosto, e ser no domingo, véspera de nova semana e da postagem de nova Coluna neste espaço, adianto meu texto em sua menção, mesmo por que coerente é se incentivar antes à comemoração, a fim de fortalecer seu sentido e importância para quando o dia em si chegar, já sabemos que se deseja feliz dia de alguma coisa na antecedência ou no correr do mesmo dia, após este, já não existirá validade de saudação.

Certamente quando surgiu a inspiração, que segundo a lenda reza vem de um jovem chamado Elmesu da Babilônia, que a mais de 4.000 anos teria esculpido em argila um cartão para seu pai, o garoto não imaginaria que seu registro teria sido feito de boca em boca pelo povo local, e depois perpetuado e disseminando assim, através da admiração que ganhou de seus conterrâneos por tão sublime ação e declaração de amor, a uma idéia de repetição deste ato sempre na mesma ocasião para os pais de todos na região.

São dados que se encontram na história em bases das mais diversas, e não se tem fundamentação especifica de aldeia ou local e nem de data, cujos relatos contavam em rudimentares escritos históricos e conspiravam com a cumplicidade do falar aos ventos além fronteiras pelas pessoas que tornavam tudo que lhes tocava, muito mítico.

Já no Brasil, a homenagem passou a ganhar um dia especial a partir de 1953, numa iniciativa que partiu de um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, propondo a incentivar a celebração em família, baseado nos sentimentos e costumes cristãos. A principio, foi instituído o dia 16 de agosto, dia de São Joaquim, mas considerando estrategicamente o domingo como dia mais propício para as encontros familiares, a data foi transferida para o segundo domingo de agosto.

Logo foi fortalecida em São Paulo num grande evento no antigo auditório de uma emissora, para marcar a data, no ano de 1955, pelo grupo intitulado Emissoras Unidas.

Este especial evento de ampla divulgação, contava com show artístico e peculiares premiações, tais como, do jovem Natanael Domingos, o pai mais novo aos seus 16 anos, e os senhores Silvio Ferrari de 96 anos, como o pai mais velho, e Inácio da Silva Costa de 67 anos, como o campeão em número de filhos, que tinha um número impressionante de 31 herdeiros.

Em promoção com os grupos de comunicação e gravadoras, foram lançados quatro discos em homenagem aos pais na época, e assim o Dia dos Pais acabou contagiando todo o território brasileiro através da mídia e até hoje é comemorado no segundo domingo de agosto.

Bom, vejamos a significância de um pai de verdade no contexto de vida de um individuo, que no movimento circular da existência, logo este também se tornará pai ou mãe de outro ser. O reflexo e influência da mãe, é naturalmente quanto à personalidade sentimental, âmago do ser enquanto humano passível de amores e desamores, e do pai, a personalidade prática enquanto a questões de lides com a sociedade em geral, no âmbito profissional, e sentimentos de liberdade e imposição diante do mundo.

Ou seja, a mãe da estrutura de sentir e criar seus projetos emocionais, o pai a executá-los e enfrentá-los, isto é claro dentro de m contexto sócio-cultural observável dentro de um padrão geral e não é a regra, pois muitas vezes nos dias de hoje, em que papeis são alternados ou mesmo trocados neste protagonísmo do casal na hora da criação de seus filhos.

O equilíbrio faria de um ser abnegado com a força de ambos, um inspirado ser que condense os dois pólos numa personalidade de Odisseu, que em busca do amor e justiça, trabalha com vitalidade, competência e paixão, chegando a destinos projetados por mais difíceis que pareçam pela virtude só sentimento e dignidade, e praticidade do equilíbrio já citado, das forças dentro de si.

Claro que este meu ponto de vista tem muito de semântico dentro da contemplação individual para quem o lê, mas também amplo no universo das projeções de cada individuo, para com sua própria estrutura humana e intelectual, porém o importante mesmo é entender a vital presença da figura paterna como a de um parceiro a se aprender e compreender como apoio e fortaleça para o enfrentamento da vida.

E esta compreensão é nata em cada pessoa, e daí decorrem expectativas e/ou decepções para com este, assim como medo de decepcioná-lo também, pois afinal representamos a sequência de seu legado e trajetória, o que hoje em dia é muito mais delicado pela competitividade de mercado e espaços profissionais, e certo excesso de liberdade de relacionamentos que podem fragilizar os focos de vida tornando-se esta bastante complicada e algo frustrante, ou seja, a presença do pai física ou não é fundamental, e a valorização desta quando se temi, é vital.

Belo é ver no modernismo pais assumindo papeis de amigos, seja na tenra infância ao sair para passear com crianças no colo ou carrinhos, em praças, eventos, e mesmo ir às compras em mercados, como quando já mais adultos partilhar de cumplicidades de lazer, estudos e demais.
Isto é muito mais contemporâneo do que a responsabilidade, por que se atrela a espontaneidade de sentimentos, onde o pai não é mais tão cobrado como ser de rigidez e exemplo e ícone, e o filho não é mais o segmento de uma função social pré-estabelecida, cada um é um ser, a acrescentar para cada e para o outro, e os dois podem se completar.

A conversa parceira de um pai é inestimável, a mão estendida, a cobrança que demonstra interesse no sucesso do filho e não o contrário, sucesso através dele para si próprio, ou só seu sucesso a perpetuar e no filho se afoga, perpetuando a velha ideia do ícone intransponível.

Hoje que temos o poder da comunicação em mãos democratizadas por todos os meios, acesso a sermos cada vez mais interlocutores de nossos desejos e vontades, como filhos devemos ter a tolerância de nosso tempo, a compreensão no tamanho das facilidades de abranger pensamentos mais modernos, e positivos e aprender a compreender e tolerar, ou mesmo ensinar a comunicação mais fluente como nossos pais.

E como jovens e contemporâneos pais a todo este processo de liberdade mais atuante, investir assim mesmo em nossos filhos como amigos, parceiros e cúmplices, e ter a certeza da colheita por várias gerações de pessoas felizes e bem resolvidas, o que gera a verdadeira receita para a imortalidade do ser humano, o legado da paz e harmonia familiar.

Feliz Dia dos Pais.

Serviços de Arte e Cultura na nossa região:

Mercosul cultural em ação!

O país hermano Argentina, na sua capital Buenos Aires, tem exposição que conta com importante fotógrafa brasileira.

Rosângela Rennó expõe suas obras sobre a temática de fotografia latino-americana do século xx, desde dia 27 de julho na capital portenha.

Parte do projeto da Fundação Foto Colectania com Sede na Espanha é de caráter de exposição coletiva e contém além da obra da celebre mineira Rosângela, quadros do retratista Horácio Coppola, de 104 anos, já ícone da fotográfia argentina e famoso por suas imagens da Buenos Aires da década de 30.

Boa pedida.
 
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postado em 27/07/2010 19h50
5 - Espaços na mídia
Estamos bem servidos... Lady Gaga lança biografia!

Ou será que estou ficando "gagá" ao afirmar isto com tão veemente euforia? Percebe-se o poder da Mídia e como influencia?

Gostos são gostos, e há que respeitá-los, se diria na velha e boa constatação da democracia, mas as manchetes impositivas adiantando um reflexo de raciocínio de massas fazem com que não se dispense esta observação, afinal ao ignorar tal premissa, se estaria fora da realidade cultural do momento, e devemos estar atualizados, claro!

Existem manchetes e sub-manchetes, ou matérias e notas, anúncios e citações, tudo muito desproporcional ou não, de acordo ao ponto de vista, por que de fato interferem e determinam a compreensão do público em geral, principalmente o que por ser muito jovem não embasa suas decisões e reflexões na sua estrutura educativa e cultural, ou mesmo por que não sendo jovem, não se deu a oportunidade de estruturá-la.

Mesmo a escola sendo um acesso gratuito, por estar desestruturada no poder público em bases fundamentais, não sustenta discernimento e educação a fácil acesso, já a mídia impositiva, automática a botões de TV, rádios, MP3, e demais... É uma constante e “democrática” lavagem cerebral, para quem não dispões de base sólida para compreender o qualificado, não no meu padrão ou de outros semelhantes a meu pensamento, mas para si mesmo e a sociedade que tenderia a ser mais equilibrada e justa, é o circulo saudável ou vicioso que tem já sua escolha sem percebê-la.

Mais manchetes pertinentes: Bela Ex-BBB divulga três contos inéditos de seu livro... Esperemos sejam contos não embasados na sua profunda experiência de vida na famosa “Casa”, mas também não sei mais o que esperar, enfim, não espero mais nada.        

E no teatro? Bem, dançarina do grupo “antropológico” É O Tchan! Estreia em palco numa obra teatral, e não é a moça que estudou teatro, é a atual dançarina!

Bom... Estou de mau humor? Não, ao contrário! Nem fariam ideia quantas dezenas de exemplos eu tomaria por bandeira, despejando meu desconforto com a falta de apoio a cultura, a arte e mesmo a diversão de qualidade produtiva, que deixa milhares de trabalhadores da área mendigando licitações, patrocínios, espaços, e pelo público entender e absorver uma realidade virtual, inconsistente e sem legado patrimonial nenhum, a não ser para os bolsos mercenários de quem produz, apoia e lucra com sub-cultura imediatista.

Quando alguém me questiona se não sou muito duro, ou mesmo antidemocrático, que é o princípio básico da produção e apreciação das manifestações culturais e artísticas, em base de folclore e fusões que determinam o conjunto que muito se mistura com o conceito de lazer e diversão, respondo simples:

Os sistemas integrados dos comandantes que determinam esta realidade sim o são, antidemocráticos, pois é óbvio que a maior camada produtiva destes segmentos, os sensíveis criadores e produtores que são um número imensamente maior do que aparecem sorridentes e felizes, está à deriva e a mercê de sua própria luta e sorte, que hoje se retrata mais como um ideal de vida, e vira marginalização.

Não creio que nos dias de hoje um Chico Buarque, Cartola, Pixinguinha, passe do limite do tal mercado alternativo lutando em bares de ocasião, num mercado quase negro, para subsistirem por apenas trocados advindos do fatídico couver artístico, e vendas de Cd's em caixas ou debaixo do braço. Se hoje são referências, é por que o mercado não era tão promiscuo e sim promissor, da mesma forma que atores profundos e opiniáticos, como Paulo Autran, Bibi Ferreira, pintores, poetas, escultores, autores e por ai se vai longe...

Não sou apologista de que tudo o que é anterior era bom, sou contemplador do passado, fundamentador do presente e construtor do futuro, e cada critica minha se baseia numa visão coesa de acordo com a proporcionalidade do momento e época, mas também das capacidades tecnológicas, financeiras, políticas e sociais que observo e se tem um momento em que se pode investir e apoiar a qualidade é agora, onde qualquer bem abastado financeiramente pode dispor de gravar um CD, fazer sessões de fotos e filmagens.

Assim este privilegiado atual pode manipular e oferecer estruturas tais para desenvolver projetos de expansão aos artistas encalhados na sua precariedade sem culpa, mas com causas negativas próprias e que repercute no usufruir do público que tanto necessita fortalecer a educação, cultura e identidade para ser um grande país e região continental.

Agora se tem algo simples a se fazer, é incentivar e desenvolver espaços como este de interação e integração dos interessados na questão focada, fortalecer o conceito sem tornar-se amargo e rabugento é apresentar leituras alternativas que almejem ser primordiais, elaborar criticas construtivas e saídas reais, em sites, revistas, blogs e toda forma de contextualização de manifestações culturais qualitativas e democráticas na acessibilidade da sociedade.

Reporto a sub-manchetes a minha condolente critica como retrato, alguém sabe que a poucos dias faleceu Paulo Moura? Sabem quem foi? Brilhante compositor arranjador e clarinetista brasileiro, que levou com digna maestria a cultura nacional ao mundo, e são retratos de personalidades assim que ajudam o Brasil a ser mais reconhecido fora de seus domínios pelo alto nível de arte e não apenas pelo futebol ou beldades que são belas por espontâneas, e não quando se força iconiza-las e virarem padrão de qualidade intelecto-emocional.

E este fenômeno de iconizar acontece com todo artista e produção estrangeira, principalmente do primeiríssimo mundo, Estados Unidos de inicio para depois o restante, e em relação ao doméstico apenas o que delega uma ideia fashion e business a imagem e semelhança de tal padrão, nunca o regional ou territorial e nacional de verdade, repito, este diagnóstico se refere a espaço em mídia e apoio de grandes ou mesmo medias estruturas financeiras e de espaços.

É fácil saber da presença no Brasil de mega stars como U2, a diva do R&B Lauryn Hill, o Rapper 50 Cent, Bon Jovi, Green Day e por ai... Ou que os patrocinados e famosos nacionais cortaram, ou pintaram seus cabelos, trocaram figurinos, trocaram de par, separaram e casaram, traíram ou foram traídos, mas ótimo e faça-se esta festa, mas convidem os trabalhadores da arte nacional a aparecerem na mesma, e que o público possa conhecê-los!

A partir da semana que vem adotarei uma postura mais prática neste sentido, vou referenciar sem receios, produções, artistas e situações pertinentes a esta visão abrangente e vital da nossa cultura nacional e de continente. Me comprometerei com a Coluna em matéria inteira e se não, quando tratar de outra dissertação mesmo que filosófica, farei no seu rodapé uma comentário em nota de algo remanescente do momento neste prisma fundamental que defendo.                   

Mãos à obra... E convido ao assíduo público que me acompanha a colaborar nesta contemplação e fortalecimento.

Arte + Cultura + Folclore + Diversão = Sociedade equilibrada e mais unida na própria identidade = Qualidade de vida.
 
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postado em 20/07/2010 18h25
6 - Conceito Cultural da Amizade
A respeito do Dia do Amigo e Internacional da Amizade, 20 de julho

Poderia se conceituar a "amizade" sob um aspecto de cultura? Vejamos: estabelecer vínculos de relacionamentos pessoais desta natureza, além de ser uma atitude intuitiva e emocional, também advém de uma carga de conhecimento e reconhecimento de informações pertinentes ao outro indivíduo ao qual nos permitimos esta aproximação.

Trocas de experiências, identificação social e elucidações estruturam todo o processo construtivo da relação em si, que em caso de sexos opostos, pode gerar uma relação além desta da qual resulta até mesmo no casamento civil e religioso, e que não determina o fim da relação de amizade, mas sim e apenas a redireciona para uma efetividade de comunhão de corpos e almas, transcendendo o domínio da amizade em campos de interesses práticos e intuitivos.

Já na única relação de amizade entre todos e diversos tipos de sexos e sexualidades, o vínculo baseia-se na afinidade de objetivos paralelos e o construtivismo não é menos importante, é alternativo e de relevância, pois fortalece a caminhada individual de uma pessoa, e segmenta uma ideia de grupo, e agrupamentos que se constitui numa sociedade, o que determina uma cultura em efervescência.

A fundamentação eminente da amizade como sujeito de relacionamento em si, pode partir de discernimentos intelectuais que provocam atração entre os seres individuais e se deserta na base do comum desenvolvimento das lógicas dentre si, e cada uma à sua vez, empresta sua experiência como acréscimo no pensamento, sensações e percepções em comum para com a realidade.

Assim naturalmente se desenvolve um sentimento recíproco de cumplicidade e gratidão pelo apoio mútuo à sua filosofia, crença e desejos diante da vida, nutrindo desta forma o despertar de emocionalidade tal qual parentesco poderia ser de irmão ou outro, quando desta relação floresce a maturidade do convívio regular e harmônico.

Bases que podem alimentar esta capacidade se dariam por um princípio justo de igualdade social dentre os povos e comunidades, e provocariam uma identidade natural entre os seres, pois, sem barreiras que diferenciam as classes de toda ordem ou com estas tênues, a amizade seria base de estreitamento e integração social, com base numa cultura sólida de paz.

Acredito que sim, deva-se criar mecanismos que mesmo parecendo por alguns absoletos, tenham função simbólica de validação destes conceitos e sentimentos, dando-lhes características de importância, como reverenciar e celebrar o Dia do Amigo ou da Amizade que pelo puro sabor de lembrete, saber que existe esta qualidade humana.

Esta dedicação e dedicatória em datas e afins eventuais, pode permanentemente fortalecer como cultura ativa em prol da própria existência social do ser, enquanto sua caminhada pessoal e profissional, esclarecendo uma ideia de coletividade e irmandade sem rótulos, apenas pelo prazer de sentir-se bem e dividir, somar e traçar toda forma matemática, também de convívio saudável, dentro e fora de casa, onde de por si já estaria constituída em tese a principal base de amizade inerente a composição consanguínea de um grupo de indivíduos.

O filósofo Aristóteles estabelece um tratado das virtudes humanas no seu livro Ética à Nicômaco, onde retrata que as virtudes se dividem em intelectuais ou dianoéticas e as virtudes morais, que podem ser aprendidas através do hábito, isso é obviamente o desenvolver de uma cultura.

Para o filósofo, o que dá acesso à felicidade é a razão prática ou a ética, pois possui uma finalidade imprescindível, na medida em que ela serve de fio condutor decisivo para este sentimento como resultado positivo, sem excluir ímpeto de sentimento, mas estruturando.

Desta forma se determina a Ética de Aristóteles que é a Teleológica, onde afirma que nossas atitudes devem buscar a felicidade através de ações virtuosas, e assim esta filosofia também é conhecida como doutrina do eudamonismo. Aristóteles acrescenta que deve existir mais de uma forma de amizade, e apresenta neste sentido três espécies de objetos de amor: O que é bom, ou agradável, ou útil, e destes três objetos florescem três espécies de amizade.

Na situação de superioridade se encontra aquela que é motivada pelo bem, pois é duradouro, enquanto a agradável está relacionada à leveza dos jovens e a terceira parece existir principalmente entre as pessoas idosas, pois nesta idade buscam não o agradável, mas o útil.

O mestre da filosofia sustenta como requisito essencial para a amizade, ter o poder e controle da consciência, a qual só é possível se duas pessoas são agradáveis e gostem das mesmas coisas. Por entender, entretanto, que se a ausência é demorada perece e provoca o esquecimento da amizade, mais uma vez se constata a prática de troca, e que é de alicerce como cultura deste sentimento e este em si uma cultura a ser plantada, cuidada e colhida.

Contudo pode-se concluir na contemplação da filosofia de Aristóteles, que em realidade não há teoria da vontade racional na visão de "Amizade", o que este trata de instituir é a filosofia do agir, e o conceito do desejo deliberado, que é ligação entre desejo e virtude de forma mais estreita, justificando uma das expressões com que se quis caracterizar globalmente a Ética Nicomaqueia: eudonismo racional.

Não se tenta aqui fazer apologia a cálculos aritméticos relacionados ao sentimento de amizade, mas é inegável o fato de que este de por si, se desenvolve com conceito cultural de assimilações de características sócias, e emocionais, impossível mesmo seria decifrar o código do amor, este é irracional, da antologia essencialmente humana, impetuoso e indecifrável.

Mas a amizade é vital na construção do caminhar individual, o estar acompanhado, acarinhado, compreendido, compactuado é estrutura vital de caráter e força para o auto-desenvolvimento. Faz parte do processo de todas as coisas e esferas ligadas a sentimento racional e irracional, não necessariamente nasce e perdura do amor, a amizade, mas necessariamente renasce e perdura o amor, se deste se descobre dentro do mesmo, a amizade.
 
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postado em 06/07/2010 14h39
7 - Depois da Copa do Mundo, o mundo real vem ŕ tona!
A verdade é dura, perdemos todos com o coração e alma na África, mas... África está longe, e o Brasil aqui, dentro e fora de nós!

É como voltar a casa, a gente ama, mas muitas vezes critica, quer mudar, transpor este limite que parece repetitivo, mudando de amores, de geografia, e nem se percebe o produtivo que pode ser mudar de ponto de vista, de atitude, de compreensão, e assim reciclar a relação de amor inconsciente, em pratica de vivenciá-lo.

Assim é amar o país, mas desprestigiá-lo durante quase quatro anos, e sermos sublimes de sentimentos de honra, orgulho e vaidade, em época efusiva de Copa do Mundo, não é ruim num contexto, mas péssimo na exclusividade, por que se têm problemas e macelas sempre, inclusive na época deste torneio, ou até problemas maiores ainda, pois é momento pré-eleições, o que determina o sucesso ou fracasso dos anos intermediários, circulo vicioso.

Sim, situações como estas nos doam na vida necessários momentos de intenso prazer, exaltando serotonina... E como é bom! Mas real em termos de benéficos concretos?

 O despertar da realidade é doído, sofrível até, despertar de um amor desfeito que se julgava promissor e até eterno, de um projeto profissional de prosperidade permanente ou, como bons nacionalistas, de ser para sempre (e o sempre dura exatos quatro anos, o suficiente para ser feliz) um país de primeiríssimo mundo, extremamente feliz, rico, auto-suficiente, justo em questões sociais, jurídicas, econômicas e interplanetárias, sim, por que podemos ir até a lua também... ninguém para uma nação desta pujança, submetendo a mais de 20 países, a uma derrota emérita em campo, claro... o campo da imaginação!

Não faço aqui apologia a terra arrasa pôs Copa nem me interessa isso, não questiono o valor sentimental dessa euforia, também a vivo a plena flor da pele, só que na minha qualidade de formador de opinião leio muitos colegas de segmentos variados e me reporto a uma imagem de demagogia política e social em seus pareceres, ou o que desejam refletir ante o leitor.  

Ora, dar chicotadas à seleção nem tem sentido, todos sabiam que era limitada e que também as preocupações individuais de cada um dos jogadores são desconexas com a realidade de nós, simples mortais.

Eles sofrem desgastes especulativos de novos contratos e renovados anteriores e não forte emoção popular, a mídia focando nisso, como parâmetro de soberania nacional, faz o povo sentir-se frustrado por algo que não lhe pertence, que é um titulo provisório de ser “o maior do mundo”, e acalenta um  sentimento de derrota empírica e de projeção de sonho a delinear-se em conta-gotas dia pós dia, durante próximos quatro anos, tal do circulo vicioso e anestesiante.

O que defendo? Celebração!
                                                                                                                      
A seleção foi onde podia pelo limite do seu talento e caráter pessoal que é inerente à formação destas pessoas que ali estavam, e que foram moldadas voluntariamente assim faz anos. Assim os sentimentos de raça, dignidade, vontade de cada elemento componente desta equipe se vê limitada, pois bem... Este é o retrato do que realmente são, portanto se tornarmos tudo mais leve, racional e real, notaremos que o problema é bem menor tipo, eles que se virem no seu mundo, nós vamos seguir focados no nosso, trabalhando por cada individuo que na somatória, é toda a real Nação.

Os sabores da vida se senten no cotidiano, se plantam e se colhem como o simples semear do campo que nos alimentam... Metáfora, poesia? Não!
                                                            
Observemos nossos ídolos, ora mártires e ora bandidos que determinam por osmose nosso irracional parâmetro de vida emocional, que no fim influencia nossa projeção de vida, por sermos passionais ou por grande parte de nosso povo ainda não tem discernimento cultural para separara as coisas.                                                   

Este exercito brioso de homens que “batalham por uma nação inteira”, levam a sério, muito a sério o plantio de sua individualidade profissional, treinam, ganham muito dinheiro, levam a sério o planejamento de suas carreiras, montando equipes homogêneas de administração e logística, e poupam seu tempo de contemplação ao resto de seus patrícios para não desviar sua atenção, por que não querem ou nem podem, e economizam muito deixando de doar parte de seus ganhos com os mesmos, que no fundo bancam seus salários, o que acontece? Encontra em seres da mesma índole de foco, sua real pequena e grande nação. Isso é auto-suficiência, perde-se ou se ganha um torneio, sempre vencem o campeonato de si mesmos.

Vou discernir alguém acha que estas pessoas param para realmente se preocupar com a educação, saneamento básico, saúde, política e cultura deste país? Investem seu tempo nestas leituras da realidade dos patrícios que aqui ficam na labuta comum e diária?                         

Acreditam que se detêm a fim de projetar ações concretas de mobilizações nestes sentidos de necessidades? Obvio que não, isto é o nosso mundo, os culpo?                                                

Não... apenas não conhecem e nem querem este mundo, ou seja, são focados e bem focados.

É tudo questão de cultura, de pessoas que podem estruturar uma opinião publica lúcida, transpor este limite de compreensão e beneficiar a sociedade neste sentido de observação, o que deliberada e ousadamente desejo fazer. Devemos viver a vida em foco, nunca perde-lo, nossas necessidades, individualidades, vaidades e determinações, e fazer com que o resto se torne paliativo, parque de diversões, a exemplo destes citados, é para nós que deve ser vir a frase “se ganhar é bom, e se perder tudo bem, não muda minha vida, me basto na minha individualidade e no meu  grupo”. Eles pensam e sentem assim, garanto!

Desta forma, nos aproximamos de uma cultura mais harmônica, equilibrada e nos reencontramos com nossos semelhantes, isto que pode realizar toda uma sociedade mais forte e vencedora, e assim prosperar.

Cultura, humanismo, trabalho, e sociedade em todos, fazem o bem comum do indíviduo e manter coletividade na luz da consciência cria a formação de um grupo com verdadeiro sentido de Soberania Nacional, e não uma Soberba Nacional, este último segue adiante sem se importar, mas não transcende a história, nem da sua comunidade e nem de si mesmo, morre sufocado nas paredes de seus palácios, a primeira constitui a própria história, alicerce destes mesmos palácios, e de todo um Pais.
 
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postado em 11/06/2010 19h11
8 - Dia dos Namorados... Ser eternos Enamorados
Amamos, nos enamoramos, casamos e separamos, mas namorados são eternos...
Não tem casamento e nem divórcio, é gratuito, mesmo que fortuito,
Ou um nascedouro pleno e duradouro,
Pode ir da paixão ardente... Ao amor latente e permanente.

Namorar, não é definitivamente estágio para algo maior e convicto na relação,
É a sublime descoberta do amor sem compromisso legal, é opção e escolha natural,                    É o verbo da relação, o próprio: No Amor Morar... Namorar.

Querer falar, querer cantar sempre lado a lado, ou pelo outro chorar, até gritar desesperado,        Enamorado num feitiço que há de envolver, desejando ver-se,
Belos e presentes no amanhecer.
Querer sentir aquele aroma que o amor emana,
Essa fragrância que de paixão, não há palavras,
Querer curtir, querer viver, rir, e dividir todo o existir,
E deliciar-se com a doçura, dos fiéis carinhos.

Tocar-se os corpos como um suspirar, molhar-se nos beijos sem nunca acabar
E nos cabelos querer viajar como loucos poetas criar e suspirar,
Vivendo delicias, com as caricias, como a suave brisa de um belo jardim
E das silhuetas como escultor, traçando desejos, e dar-se ao amor.

E não parar de lembrar, dos momentos de “outra vez”...
Parecia ser tão difícil dizer um simples: Me enamorei.

E não parar de pensar os ternos beijos sem fim,
Que em cada um, sempre o outro rouba algo de ti... o coração.
E brilho nos olhos, o falar, e andar querer apreciar, admirar todo o corpo, querer tocar
Pois só num beijo de amor, e na caricia bastou, de um sorriso, nesta harmonia o amor morou.

Por fim chegar ao extremo de cumplicidade, a margem da sanidade,
Em qualquer, ou todas e mais velha idade, e saber-se enamorado, em amor morando,
E naturalmente olhar recitando,
De mãos estendidas, dadas, calejadas, enrugadas... irmanadas!

Reconhecer-se eternamente, atemporalmente, sublimemente Namorados,
E em plena comunhão, corpo, alma... total “parte” um do outro e declarar:

“Uma parte de mim está em você, cuida bem por que...
Nos teus olhos há fragmentos da minha imagem
Nos teus lábios todas minhas respostas
Na tua pele meu caminho
No teu suspiro, ai sim, que eu respiro
No teu pensamento a parte em que eu vou...
A teu sentimento, que é a parte do que eu sou!”
 
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postado em 07/06/2010 16h06
9 - Ventos do Sul
Estou em viagem pelo Rio Grande do Sul, um centro importante do paradoxo entre o frio climático da natureza e o quente clima da natureza do Ser regional, o gaúcho.

Passei pela saudosa Porto Alegre, por onde devo voltar caminho a São Paulo, ainda no arrepiante e gelado Julho, mas respiro por lá aquecidas poesias particulares de Mario Quintana, Luis Coronel, contos de Moacyr Scliar, boas musicas interioranas e urbanas sem conflito,  e sabores ríspidos da rivalidade gre-nal, quase um Argentina x Brasil, e o meu inestimado  chimarrão, do churrasco todos sabem o sabor e o valor, mas para mim o mate-amargo... e de surpresa, me cheira a amores suaves e serenos como a Melissa!

Logo embarquei numa mini odisséia para a Serra gaúcha, por força de trabalhos que logo muitos irão saber, num momento simbólico da vida deste seu colunista de arte e cultura, mais ainda de artista, e que falar do homem!

Encontro aqui amigos de antanho, amigos que eram estranhos, e amigos que sei virão ao natural em rebanho...

Afinal, este é o clima por aqui, de frio que não é frio! A serra gaúcha é bela, uma eterna primavera, serra sem guerra, é terra que ao pisar nos mantém na paz do belo sonho, das culturas nada soberbas, muito humildes e a sua vez ricas, tão relevantes ao Brasil inteiro, e devo falar o que já vi, e devo me preparar para ver muito mais, estes agora a citar serão apenas alguns destaques emblemáticos.

“Pare, olhe, escute”

Num momento tão citado na mídia, da Itália e sua cultura original, a contemporânea, retrato aqui com prazer a Itália brasileira, a de Caxias do Sul, e sua cultura muito original e seu retrato nos primórdios da chegada ao solo deste país e nesta região em especial, com sons de madeiras, aços e ferros, caldeiras e apitos, num espetáculo de particular beleza e riqueza.

O espetáculo de titulo “Pare, olhe, escute”, não conta, mas lembra sua charmosa história, passeando por meio do personagem principal, a Estação de trem, e seus cúmplices óbvios, o trem e os trilhos, como corpo, sangue e artérias de um ser vivo que ainda tem muito a dizer, dadas as mãos de seus amantes trabalhadores ferroviários, publico usuário e retratistas culturais da época, com brilhantes interpretações de dançarinos, cantores, atores, e uma bela Orquestra Municipal de Sopros, o Coral Municipal, e a Companhia Municipal de Dança, todos de Caxias do Sul, que dão imponência especial em nível de grande produção do gênero teatro.

Desta forma, música e dança se fundem para trazer a tona o que de mais humano a Estação e o Trem trouxeram para a cidade: a transformação e movimento, e a relação com outros espaços, outras cidades, outras pessoas e culturas, histórias e possibilidades.

Sensível, inteligente, e criativamente encenado na própria Estação de trem, o espetáculo nos prende a respiração, e nos permite ver e ouvir, sentir, imaginar, e recriar esta bela história.

Recomendo enfaticamente ao público assistir este espetáculo, e declaro minhas recomendações objetivas de apreciação por parte de patrocinadores e produtores de “outras estações”, para que levem esta bela produção a circular em caráter de turnê, e muito mais pessoas e localidades tenho a oportunidade de assistir e usufruir como eu tive a satisfação.

"O ideal de Integração Mercosul na batalha de um Mestre sem fronteiras"

Reencontrei Lucio Yanel, mestre do renomado Yamandú Costa, e até mesmo deste seu agente universal de cultura e discípulo da vida, o Colunista de Arte e Cultura deste Portal.

A exemplo das qualidades passionais e culturais encontradas no espetáculo acima citado, encontro um homem maduro, um senhor honrado, e um artista de nobre cavalgada pela sua estrada musical a frente de valores vitais para que se mantenha a cultura e folclore de nossa região sempre vigente, qualificada, e mais ainda, notada pelas diversas faixas sociais e etárias.        

Apresentou-me seu novo projeto de expansão de um trabalho concreto de integração dos solos brasileiros e argentinos, mais um dos inúmeros e concretos que já realizou vitoriosamente, tornando-o referência neste âmbito em todo o Mercosul Cultural.

Leva duas ferramentas que são a verdadeira extensão de seu pensamento e sentimento, enfim de si mesmo... o irmão violão, ou parte de seu próprio corpo diria eu, e o ritmo Chamamé, parte de seu próprio suspiro de vida também diria, eu poeticamente realista.

E Chamamé é um chamamento, convocação do campo, para a amizade, que é nada menos que o real processo de integração, e o processo em si por este estilo, está em mãos de excelência, de digna característica de qualidade humana e profissional, um exemplo a ser seguido por seus legionários discípulos em função de termos uma região mais forte e prospera, e assim na identificação deste ideal, o respeito, admiro, destaco e sigo com orgulho.

Parabéns ao Mestre do pensamento regionalista universal, seu violão é sua alma, seu toque sua fala, sua vida seu legado, nós todos que aqui estamos na mesma luta, somos o reflexo.

Citações honrosas:

Estas aos merecidos parceiros de ações e iniciativas culturais que repercute em todos os lugares a partir de Caxias do Sul, minha inspiradora nesta Coluna, sem estes agentes, pouco aconteceria do que citei nos dois exemplos, dentre tantos:

- Estúdio e Produtora de Áudio Martin Fierro: Mauricio Kehrwald e Tiago Vento Breda

- Sala de Ensaio e Espaço Cultural: Davi de Souza e Anahí Fros

- Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, com seu Teatro Municipal e suas ações de apoio.

Enfim, esta é a missão a cumprir no espaço tão importante de uma Emissora nacional como a Rede - TV, no conceito de responsabilidade e confiança que me delega como observador, crítico e colunista de arte e cultura no seu Portal, e nada mais justo e meritório que retratar atividades e iniciativas dignas de reconhecimento além de suas proporias fronteiras, para que o Brasil saiba, ou mesmo fora dele, e se fortaleçam cada vez mais estes conceitos dignos.
 
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postado em 24/05/2010 11h05
10 - O legado da Virada Cultural
Foi muito bom o resultado da sexta edição da Virada Cultural em São Paulo, cheia de conteúdo, com opções variadas de lazer e muita diversidade de manifestações;

Por exemplo, as divertidas batalhas de sabres de luz, no novo ambiente chamado de Dimensão Nerd na Praça Roosevelt, assim como os grupos temáticos: Clã Hednire, Cosmoplay Medieval e Grupo Graal, além dos tatuadores na Galeria Prestes Maia.

Ainda uma significativa programação de peças de teatro com personalidades da dramaturgia como Beth Goulart e outras tantas de características menos famosas, mas de importante qualidade, muitas que são peças de grupos e iniciativas alternativas.

Também estiveram incluídas em ambientes paralelos, exposições de artistas plásticos e intervenções urbanas como, sessões de cinemas temáticas sobre Godzilla, musicais, cenas de lobisomens e filmes do Festival de Curtas, que foram exibidos em regiões diferentes, com participações importantes de instituições como SESC e CEU, isto tudo num contexto geral das ações culturais.

E na música houve grandes destaques, como a presença dos músicos cubanos, Barbarito Torres e Ignacio Mazacote, integrantes do projeto Buenavista Social Club, que abriu está edição da Virada Cultural de São Paulo, e mais alguns importantes artistas, entre os que destacaram as bandas dos norte americanos, Big Brother The Holding Company e o grupo Grand Mother Re-Invented, do desaparecido músico Frank Zappa.

A citar a belíssima participação de celebres artistas nacionais tais como, Zélia Duncan, Céu, Toquinho, Hermeto Pascoal, Arlindo Cruz, Jair Rodrigues, Elza Soares, Pitty, Titãs e Arnaldo Antunes, e em destaque o interessante espetáculo chamado “Cantoria”, que reúne os músicos Geraldo Azevedo, Elomar, Xangai, e Vital Farias, um verdadeiro ressurgir estimulante, dentre outros artistas vistos.

Já após o mega evento finalizado no domingo dia 16 de maio, foi realizada uma coletiva de imprensa, em que os organizadores afirmaram que neste ano a Virada Cultural atingiu o recorde de quatro bilhões de pessoas a participar do movimento.

Dentro deste contexto há que observar segundo estes, que muito se justifica pelo crescimento no investimento de 77% para toda a estrutura do evento, onde foram investidos R$ 8 milhões, sendo R$ 5 milhões com cachês de artistas que se apresentaram, e R$ 3 milhões em infra-estrutura, referente a segurança, palcos, banheiros, esquema de trânsito e lixo-limpeza, e lembram que em 2009 foram gastos quase a metade, R$ 4,5 milhões, leia-se R$ 2,5 milhões com artistas e R$ 2 milhões com infra-estrutura.

Lendo estes dados e toda a demonstração efetiva de grandes shows e apresentações artísticas diversas de artes plásticas, teatro e outras, parece ser vital que a Virada Cultural esteja além das questões imediatistas de nuances políticas, sendo uma iniciativa nobre, pujante, de grande valor, mas carece de apoio e compreensão real de certa parte da população em matéria de educação, e por ai, a iniciativa política se pega numa armadilha.

Como o evento amadureceu significativamente, no que tange a estrutura técnica e logística, claro, dado aos naturais erros de edições anteriores, melhoraram e muito do ano passado para cá a distribuição e quantidade de banheiros, embora ainda com precariedades na dinâmica de limpeza dos mesmos.                                                                        

Senti falta de uma polícia, se não mais ostensiva, mais ativa, me refiro a entender que o caráter prioritário de interferência da autoridade, não se faz necessário só diante de ameaças de facadas, tiros, e afins, e sim também quando existem atos de falta de postura ética e educativa no sentido de respeitar e não depredar patrimônios públicos, palco deste mega evento e do cotidiano da cidade, assim como se deve proteger a civilidade e evitar o constrangimento das pessoas comuns, diante de certas ações de indivíduos que simplesmente fazem algumas necessidades primitivas, sejam fisiológicas ou amorosas em público, por onde também transitavam famílias com crianças e idosos, tratando de usufruir um pouco de lazer e arte espontânea.

Em relação às apresentações, surgiram boas chances para alguns artistas de perfis menos mediáticos, mas ainda se ressente a grande camada de artistas e grupos do gênero local, em não obter oportunidades maiores, até mesmo por que o evento é de ruas também, e mesmo com limitações de orçamento, poderia lhes ser oferecido espaços de apresentação de seus trabalhos, mediante o registro de sua participação em material de divulgação, o que incrementária consistentemente o currículo destes, numa atitude real de democratizar as oportunidades no trabalho da arte.

Por fim, aposto no crescimento deste evento, como iniciativa impar de agregação de valores culturais, mas na torcida de uma contemplação muito mais abrangente no sentido de contextualizar estas necessidades e valores.

Creio que poderia acrescentar pequenas e espalhadas demonstrações de educação, influenciar ao pensamento de verdadeira soberania nacional através do reconhecimento do folclore, literatura didática, debates em rua e até apresentações de grupos retratando o sentido de respeito, conhecimento e direitos da população.

Isto pode se dar, de mãos de artistas e grupos menos reconhecidos também, unidos e remunerados por parte dos organizadores, em movimentos espalhados nas ruas, ou seja, scaths educativos, que falem de higiene, saúde, política, sociedade, família, religião, sem desejo de formação de idéias especificas ou doutrina qualquer, mas de instigar a um senso de disciplina civilizada em função do próprio beneficio social.

Assim estaria ganhando o evento em si, como de enorme responsabilidade sócio-cultural, bem além do mosaico de apresentações e shows, ganhariam os artistas que necessitam trabalhar num espaço e estrutura digno e reconhecido até internacionalmente, e a população, que saberia valorizar mais este ambiente e esta nobre ação, a partir de saber se valorizar enquanto individuo racional e humano.
 
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