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10/08/2012 15h25 - Atualizado em 10/08/2012 16h31    
 

Fiscais agropecuários dizem que encerrarão greve

 
Gustavo Bonato/ Reuters
 
 

Os fiscais agropecuários vão retornar imediatamente ao trabalho, encerrando greve iniciada na segunda-feira, diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou o fim da paralisação, disse nesta sexta-feira o sindicato da categoria.

A decisão de retomar as atividades foi relatada à Reuters pela assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários.

Mas o sindicato informou ainda, em comunicado no seu site, que tentará reverter a decisão do STJ.

A paralisação vinha gerando preocupação entre os exportadores brasileiros de produtos agrícolas como soja e carnes, conforme informações da Advocacia Geral da União, responsável pelo pedido à corte. 

Veja mais:
>>>Justiça determina fim de greve dos fiscais agropecuários
>>>Fiscais agropecuários protestam no Porto de Itajaí (SC)
>>>Greve de fiscais pode parar indústrias de carnes e afetar oferta


O retorno ao trabalho foi determinado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho, em decisão expedida na quinta-feira.

O magistrado avaliou que "a greve dos fiscais agropecuários atinge diretamente a sociedade, a indústria de alimentos e a economia nacional, interferindo nas exportações e importações de produtos de origem animal e vegetal", conforme decisão recebida pelo sindicato dos servidores e publicada no site da entidade.

Ao longo da semana, indústrias de carne e exportadores de soja disseram que a paralisação iniciada na segunda-feira colocava em risco o funcionamento de frigoríficos e o embarque de grãos.

Os fiscais agropecuários são responsáveis por autorizar o abate de animais e o transporte de produtos de origem agrícola. Sem a documentação expedida pelos servidores, é inviável o deslocamento de cargas entre indústrias, armazéns, centros de distribuição e portos, gerando acúmulo de cargas.

O impacto da paralisação de cinco dias nos portos chegou a ser sentido nos portos.

As agência marítimas que operam em Paranaguá, por exemplo, avaliaram que houve atrasos na movimentação de navios.

"O porto não está parado, mas com certeza nas retroáreas está havendo problemas", disse o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Paraná, Argyris Economou.

"Existe uma certa demora", completou.

A Justiça determinou multa diária de 100 mil reais, a ser paga pelo sindicato dos fiscais, caso a ordem seja descumprida.

Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados.
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