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A operação foi deflagrada 2009 e desbaratou um amplo esquema de corrupção na capital federal que chegou a levar Arruda para a prisão (Foto: Arquivo/ ABr) |
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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou nesta sexta-feira (29) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e mais outras 37 pessoas por envolvimento no escândalo do mensalão do DEM. A acusação criminal se refere às investigações da Operação Caixa de Pandora. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2009 e desbaratou um amplo esquema de corrupção na capital federal que chegou a levar Arruda para a prisão no curso das apurações.
Além do ex-governador do DF, foram denunciados o ex-vice-governador Paulo Octavio, o conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) Domingos Lamoglia, atuais e ex-deputados distritais e empresários. O caso ficará a cargo do ministro Arnaldo Esteves. A denúncia só ficou no STJ porque o conselheiro do TCDF Domingos Lamoglia detém foro privilegiado para investigações criminais perante o STJ.
A denúncia aponta Arruda como o líder do esquema, que era operado pelo delator do escândalo, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa. Investigado há três anos, o esquema consistia no desvio de recursos de contratos sem licitação firmados com o GDF para repassar propina a políticos aliados do governo. Os acusados foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o esquema teria começado pouco antes das eleições de 2006, quando Arruda se elegeu.
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