Após retornar do supermercado, uma dona de casa levou enorme susto ao parar o carro na frente da garagem de sua residência; o portão havia sido arrombado. Logo imaginou que seus objetos de valor haviam sido furtados.
Ao vistoriar com calma os aposentos da casa, constatou que nada fora roubado ou sequer revirado, mas que os marginais tinham subtraído uma preciosidade: seu cachorro da raça “shithzu”, de nome “Bolt”.

Ao registrar Boletim de Ocorrência na delegacia do bairro, ficou sabendo que era o quarto caso de furto de animal de estimação naquela semana. O curioso, é que os marginais não levaram o outro cão da vítima, um vira-lata; apenas o animal comercializável por alto preço no mercado ilegal.
Impressionantes, também, são os casos de “sequestros” de cães e gatos de estimação em diversas partes do Brasil, seguidos de pedidos de valores exorbitantes aos donos pela restituição dos animais.
No ano passado, durante arrastão a prédio na cidade de São Paulo, uma das vítimas se surpreendeu, pois os criminosos fizeram questão de subtrair seu cachorro da raça Staffordshire, de nome Zeca. O animal somente foi localizado em uma comunidade carente após grande mobilização através do Facebook.
A instalação de microchip subcutâneo é ótimo procedimento de segurança, pois os dados do animal ficam arquivados em banco de dados. Microchip nada mais é que um micro-circuito eletrônico, constituído de código exclusivo e inalterável, que é, nestes casos, encapsulado em bio-vidro cirúrgico.
Não possui bateria, fica, assim, inativo a maior parte do tempo. É energizado somente quando recebe sinal da leitora. O menor deles, para uso animal, é do tamanho aproximado de um grão de arroz, mede 12mmX2mm. Em caso de perda, o animal poderá ser identificado. Em vários países é exigido que todos os animais de estimação sejam identificados com microchip, providência que diminui o índice de abandono, pois o proprietário sabe que o animal vai ser localizado vagando pelas ruas e ele será chamado à polícia para dar explicações.