Por um erro no atendimento de emergência no Pronto Socorro da Vila Industrial, em São José dos Campos (SP), um bebê de 40 dias teve o braço amputado na manhã desta quinta-feira. Uma enfermeira teria aplicado medicação na artéria, provocando uma necrose. A família pede justiça e ajuda psicológica.
Segundo Miriam de Barros, tia do bebê, na manhã de domingo (5) a criança estava passando mal, com arritmia cardíaca e palidez, e precisou ser levada ao pronto socorro. A mãe, D. M. B. T, de 17 anos, fez a entrada do filho no atendimento infantil. Durante o atendimento uma enfermeira teria aplicado o medicamento na artéria, quando deveria aplicá-lo na veia, o que teria provocado uma parada cardíaca na criança. Às pressas o bebê teria sido levado para a UTI. "Vimos a mãozinha dele toda roxinha", comentou Joana Maria de Souza, amiga da família que tem dado suporte para a mãe adolescente e para a avó.
Na tarde de segunda-feira (6) a família foi informada de que o bebê L.M.B.T. perderia a mão por conta de uma necrose (processo de morte das células, quando o sangue para de circular). Na quarta-feira, o quadro clínico, informado pelo hospital aos familiares, piorou e a mãe e a avó precisaram assinar um documento autorizando a amputação do braço direito da criança. De acordo com Miriam Monteiro de Barros, auxiliar de enfermagem e tia do bebê, antes da cirurgia para amputação ela chegou a conversar com uma médica que teria confirmado que "foi a aplicação errada de medicamento, o que teria gangrenado (falta de oxigênio na corrente sanguínea)".