16 abr 12

Evento em Londres reúne os cinco capitães de "Star Trek"

Por Jill Serjeant, Reuters

O universo de "Star Trek" ou "Jornada nas Estrelas" se teletransporta em outubro para Londres, atingindo então a fronteira final, ao reunir pela primeira vez os cinco atores que já comandaram as tripulações nas séries televisivas dessa franquia de ficção espacial.

 


Os capitães Kirk, Picard, Sisko, Janeway e Archer (Foto: Divulgação)


Os organizadores do evento "Destination Star Trek London" anunciaram nesta segunda-feira (16) que esse será o primeiro evento oficial da franquia no Reino Unido em dez anos.

Para marcar a ocasião, os atores William Shatner (capitão Kirk), Patrick Stewart (capitão Picard), Avery Brooks (comandante Sisko), Kate Mulgrew (capitão Janeway) e Scott Bakula (capitão Archer) aparecerão juntos diante dos fãs.

Shatner, de 81 anos, que comandou a nave Enterprise pela primeira vez nos episódios gravados em 1966, é figura habitual nesse tipo de evento, que costuma atrair milhares de fãs, principalmente nos EUA.

Avery Brooks (primeiro comandante negro, na série "Star Trek: Deep Space Nine", entre 1993 e 99) e Kate Mulgrew (primeira mulher comandante, em "Star Trek: Voyager") também costumam participar dos eventos.

Os organizadores dizem esperar a presença de 10 a 15 mil fãs da série, oriundos do mundo todo. O evento acontecerá no Excel Exhibition Centre, entre 19 e 21 de outubro, e os ingressos começam a ser vendidos em 30 de abril.

"Não são só os cinco capitães. Haverá vários outros convidados das séries. Os fãs poderão chegar perto", disse Rob Nathan, diretor de marketing da empresa Media 10, que organiza o evento com a CBS.

Ele disse que o evento será maior e mais interativo que edições anteriores. "Haverá exibições de dublês, vamos recriar alguns cenários, e levar alguns cenários originais. As pessoas poderão se sentar na ponte de comando com membros do elenco", afirmou.

Mais informações estão disponíveis no site www.startreklondon.com, que entra no ar nesta segunda-feira (16).

18 mar 12

Qual o melhor episódio já feito?

O encontro com o "Guardão da Eternidade" (Foto: Reprodução)

 

Por Luiz Anversa

 

Toda série que se preze tem a sua famosa lista de "melhores e piores". Como gostamos de Jornada nas Estrelas, vamos escrever daquilo que nos marcou positivamente.

Muitas publicações, principalmente americanas, já fizeram seleções dos melhores episódios de todos os tempos de Jornadas nas Estrelas - A Série. No artigo de hoje, vou seguir a lista da revista Entertainment Weekly, prestigiado veículo que cobre assuntos culturais dos Estados Unidos.

De accordo com a EW, o melhor episódio de Star Trek é "The City on the Edge of Forever", o penúltimo da primeira temporada.

A trama começa com a Enterprise investigando fatos estranhos em um planeta. Durante o vôo, a nave balança muito e o Dr. McCoy, acidentalmente, se injeta uma forte dose de um medicamento que o deixa violento. Completamente louco, ele se transporta para o planeta misterioso.

Querendo salvar "Magro", seu grande amigo, o capitão Kirk escolhe Spock, Scotty e Uhura para, junto dele, resgatarem o médico da Enterprise.

A história "começa" mesmo quando Spock descobre um anel feito de pedra - o estranho corpo que auto-identifica como "Guardião da Eternidade" - um portal para qualquer período da História da Terra. O grupo avista McCoy, que pula para dentro do objeto. E o que fez Kirk e seus comandados? Vale a pena assistir ao episódio. Sei que você não vai se arrepender.

"The City on the Edge of Forever" ganhou o Hugo Award - prestigiado prêmio de ficção científica - de 1968. Tal feito na série só foi alcançado por "The Menagerie" (único episódio de Jornada nas Estrelas dividido em duas partes). Esse também vale muito a pena ser visto (ou revisto, para os trekkers mais "cascudos").

Gostaram do tema do artigo? Mandem sugestões!

10 mar 12

Fã-clubes, atores e futuro

Por Luiz Anversa




Trekkers durante encontro de Jornada nas Estrelas no Brasil (Foto: Federação dos Planetas Unidos)


Retomando o assunto da coluna anterior, dessa vez comento sobre os fã-clubes no Rio de Janeiro.

Como em São Paulo, a onda de trekkers orgnizados começou no final da década de 80. Por lá, eles se integraram à Sociedade Astronômica Star Trek (SAST, ver mais no antigo anterior). Porém, sob a liderança da jornalista Cristina Nastasi, os trekkers fluminenses formaram uma comunidade própria. Vale lembrar que Nastasi é a tradutora da biografia de Leonard Nimoy – Eu sou Spock.

Com a decadência do SAST, os fãs do Rio de Janeiro decidiram estreitar o
relacionamento com outra agremiação de peso na época, o Trekker’s Club.

Os trekkers da Cidade Maravilhosa produziram bons materiais, como o fanzine
JetCom – Jornada nas Estrelas: Terminal de Comunicações, que mais tarde viraria um conhecido fã-clube.

Com a chegada da Frota Estelar Brasil (FEB), as organizações do Rio perderam força, mas mesmo assim organizaram grandes eventos, como na pré-estreia do longa Star Trek: A Última Fronteira (1989), quando centenas de fãs vestidos como oficiais da Federação “invadiram” um cinema do Largo do Machado, no centro.

Atores da série no Brasil

Dos sete principais astros da série, três deles estiveram no Brasil em convenções de trekkers da FEB. Quem abriu a fila foi George Takei, o simpático Sulu, em 1996,
quando esteve no Anhembi, em São Paulo, para mais de 3 mil pessoas.

Seis anos depois, Walter Koenig (Chekov) passou pelo mesmo Anhembi.

Por fim, em 2003, o público (com a ajuda da Paramount) teve a honra de conhecer de perto Leonardo Nimoy, o homem que imortalizou o vulcano Spock. Segundo entrevista coletada pelo excelente livro Almanaque Jornada nas Estrelas (Editora Aleph), de Salvador Nogueira e Susana Alexandria, na época do encontro no Brasil, Nimoy contou sobre sua insegurança ao aceitar o papel do vulcano na década de 60. “Já tinha uma carreira razoavelmente consolidade. Spock poderia prejudicar isso de algum modo”. Acho que não, Sr. Nimoy.

Como estão os fã-clubes hoje

Com a internet, tudo piorou para essas organizações. Os trekkers podem baixar a
qualquer momento tudo sobre Jornada nas Estrelas – filmes e seriados completos. As reuniões, caso queiram, podem ser feitas pela web.

A distribuição de revistas e fanzines ficou sem sentido. Por isso, a missão dos fã-clubes parece que chegou ao fim.

Mesmo assim, vale destacar que organizações como a FEB, JetCom, Federação da
Frota Estelar de São Paulo e A Orgânia (Minas Gerais) foram fundamentais para o
crescimento de popularidade da série no Brasil.

29 fev 12

Os fã-clubes de Star Trek no Brasil

Por Luiz Anversa

A arte só se torna relevante se deixar um legado. No caso de seriados, uma legião de fãs.

Além de ter histórias bem produzidas, Star Trek teve o que poucas séries tiveram: exércitos de fã-clubes espalhados pelo mundo. Fanáticos trekkers que recitavam diálogos inteiros dos personagens.

Vou me ater ao Brasil por motivos óbvios.

O primeiro fã-clube que se tem notícia é o Star Trek Fan Club do Brasil, formado no início dos anos em 80, em São Paulo. Curiosamente, nesse período o seriado não estava sendo transmitido no País.

Em 1983 foi fundado aquele considerado o primeiro fã-clube relevante de Star Trek: a Sociedade Astronômica de Jornada nas Estrelas no Brasil (SAST). A organização, que no início tratava de divulgar a astronomia, passou a incluir em suas pautas de discussão o fascinante universo de Star Trek. O “clube” tinha até um estatuto e publicou por sete anos o fanzine Star News.

Novos membros do SAST queriam algumas mudanças internas, mas estas não foram aceitas pela direção. Então, o jeito foi fundar outro fã-clube, o Trekker’s Club, em 1989. A organização parecia promissora, já que foi lançada em plena Semana de Ficção Científica da Física da USP. Todavia, por causa da falta de sintonia entre seus membros, não vingou. Mesmo assim, produziu seu próprio fanzine, o Trekker’s Log.

No mesmo ano, seria fundado aquele que muita gente considera o mais organizado e importante fã-clube da série: a Frota Estelar Brasil (FEB).

O extinto Cineclube Bixiga, na rua 13 de maio, em São Paulo, recebeu 400 trekkers vestidos a caráter. A previsão era para apenas 120 pessoas.

A grande sacada da FEB foi organizar encontros dos mais variados temas da ficção científica para familiarizar fãs nem tão acostumados com alguns termos “espaciais”.
Fora isso, as Convenções Estelares (como são chamadas as reuniões da FEB) sorteavam brindes e exibiam episódios do seriado. A FEB, que chegou a ter 1,5 mil sócios em seu auge, também teve sorte pois, na época, Star Trek voltou a ser exibida na TV. E não só a Série Original. A Nova Geração também aterrissava em terras brasileiras. Membros da FEB frequentemente eram entrevistados em jornais e rádios, o que aumentou sua exposição ao grande público. O fanzine Diário de Bordo foi produzido por 12 anos. Os membros da FEB recebiam pelo correio a carteirinha do clube.

Na próxima coluna, comento sobre as organizações no Rio de Janeiro, alguns atores da série que vieram ao Brasil e como estão os fã-clubes hoje.

Com informações do Scarium.com.br

Trekkers vestidos a caráter em convenção da série (Foto: Reprodução Digital Journal)