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| O MELHOR FILME DA SEMANA |
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| Luciano Ramos é crítico de cinema, escritor, cientista social (FFLCH-USP) e professor nos cursos de pós-graduação em comunicação da FAAP e apresentador do programa Cinema Falado da Rádio USP. É autor do livro "Os Melhores Filmes Novos". |
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| postado em 24/05/2013 18h09 |
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"Terapia de Risco". Será este o derradeiro filme de Steven Soderbergh?
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Steven Soderbergh declarou que não fará mais filmes. Se isso for verdade, "Terapia de Risco" seria o seu derradeiro trabalho e ele estaria fechando a carreira com sobranceira dignidade, por que o filme se mostra um primor de construção dramática e harmonia entre o elenco e a direção.

A temática gira em torno da crescente farmacopeia dos antidepressivos, cujos nomes se multiplicam como palavras cabalísticas num tratado de bruxaria: Celexa, Zoloft, Ziprexa, Delatrex, Ablixa e, é claro, o soberano Prozac. Os psiquiatras que têm licença para prescrevê-los assumem a função dos antigos druidas, ministrando poções mágicas em troca de riqueza e poder, ou seja, de inchadas gratificações por parte dos laboratórios.

Alguns, no entanto, são bem intencionados como o protagonista (Jude Law) um honesto médico inglês que compra um apartamento em Nova York e faz meio período num hospital público para pagar a escola particular do filho. Um “innocent bystander” puro, isto é, o “espectador inocente” tão usado por Hitchcok em suas obras de suspense. Um indivíduo que nada tem a ver com determinada história até ser arrastado por ela, como um turista atingido por um tsunami. Ele é designado para tratar uma jovem (Rooney Mara) que tentara o suicídio e, por isso, acaba se complicando, num verdadeiro cataclismo provocado por ela.

Sorderbergh, no entanto, enriquece esse esquema proposto por Hitchcok e desenvolve uma trama perfeita, na qual as surpresas se sucedem de tal forma que a própria narrativa se fragiliza perigosamente, para se reerguer triunfante no final. Final, que evidentemente, não podemos comentar. Sim, eu vou explicar isso melhor, mas só na próxima semana, depois de vocês terem assistido ao filme.
TERAPIA DE RISCO
Side Effects EUA – 2012 – 114 min. 12 anos. estreia 17 05 2013 gênero suspense/ psicológico Direção Steven Soderbergh Distribuição Diamond Filmes Com Rooney Mara, Channing Tatum, Jude Law, Catherine Zeta-Jones
COTAÇÃO * * * *
ÓTIMO
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| postado em 16/05/2013 18h24 |
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Filmes lançados na semana: o melhor e o pior
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Com o 'Homem de Ferro 3' ocupando a maioria das salas, as oito estreias de semana ficam se acotovelando na disputa do pouco espaço que resta. Para piorar, hoje chega 'O massacre da serra elétrica - a lenda continua' em 3D, com aquela historinha de sempre e aquele banho de sangue do qual muita gente gosta.
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| postado em 26/03/2013 14h16 |
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"Leões e cordeiros" de Robert Redford no Museu da Imagem e do Som
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Nesta quarta feira, dia 27 de abril, às 19 horas, continua no MIS (Museu da Imagem e do Som) o 1º Ciclo de Cinema e Política: uma seleção dos filmes de temática política mais marcantes do momento. Após a exibição dos filmes, acontecem os debates mediados por mim e com a participação de pesquisadores e de jornalistas especializados em política. Nesta quarta é a vez de 'Leões e cordeiros', dirigido por Robert Redford, com Tom Cruise, Meryl Streep, além do próprio Rober
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| postado em 19/03/2013 19h26 |
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"O Quarteto" revela o talento de um novo, porém idoso diretor: Dustin Hoffman
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Quem admira o ator Dustin Hoffman vai gostar de ver este filme em que ele estreia como diretor.Trata-se de uma produção inglesa que focaliza uma casa de repouso para músicos e cantores líricos aposentados. De modo geral, a linha é humorística, até pela presença no elenco do competente cômico Billy Connoly e da sempre pernóstica Maggie Smith, se esmerando em sua fleuma tipicamente britânica, no papel de uma diva de ópera – ela que foi uma das professoras de Harry Potter e, recentemente, brilhou em “O Exótico Hotel Marigold”.

Há um drama que se desenvolve quando alguns artistas super veteranos decidem apresentar o empolgante e difícil quarteto do Rigoletto, num festival em homenagem a Giuseppe Verdi. Essa apresentação poderia saldar as dívidas do asilo e garantir a sua continuidade, mas a estrela interpretada por Maggie Smith não se acha disposta a enfrentar o público novamente, agora com a voz já enferrujada. Por outro lado, a maioria do numeroso elenco de apoio, ou seja, os moradores da instituição é composta por músicos de verdade que, volta e meia, aparecem mostrando seus talentos sonoros ainda intactos.

Como vemos, a trama é simples e despretensiosa, mas com ela, Hoffman prova que é capaz de dirigir. Sabe conduzir emoção, que se mostra especialmente intensa nas passagens musicais, controla o eventual ímpeto expressivo dos atores e revela talento para a edição – fato, aliás, que se percebe logo na primeira sequencia, e na manutenção de um ritmo de narrativa que vai se adensando ao longo do filme. Há o detalhe de que tudo no enredo gira em torno da música o que não permite que o clima desabe para a melancolia que pode rondar as histórias que os protagonistas têm mais de 70 anos.
O QUARTETO
Quartet
Reino Unido – 2012 – 100 min. – 12 anos
estreia 08 03 2012
gênero / Comédia/ Música
Distribuição: Diamond Films
Direção: Dustin Hoffman
Com Maggie Smith, Billy Connoly, Michael Gambon, Tom Courtenay
COTAÇÃO
* * *
BOM
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| postado em 08/03/2013 18h36 |
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Os Miseráveis traz para o cinema o musical baseado no romance de Vitor Hugo
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Indicada para 8 Oscars, a mega produção “Os Miseráveis” é a adaptação para o cinema de um musical da Broadway baseado em obra imortal de Vitor Hugo. O diretor é Tom Hooper, que fez “O Discurso do Rei” e o elenco tem figuras carimbadas como Hugh Jackman, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Russel Crowe e Sacha Baron Cohen. Detalhe: o espetáculo é totalmente cantado, do princípio ao fim, menos duas ou três frases durante o filme inteiro. No começo a gente estranha, mas depois vai se acostumando com o estilo e acaba admirando as belas atuações e as imagens impressionantes, além de perceber que esse modo de contar a história tem tudo a ver com a carga emocional do romance. De um lado ele coloca os miseráveis de uma França do século XIX e, de outro, o estado, na pessoa de um inspetor de polícia interpretado por Russel Crowe.

Faz parte do enredo a revolução francesa de 1830, na qual pela primeira vez na história, os ideais socialistas foram colocados. Naquele ano, uma onda revolucionária atingiu vários países da Europa (Polônia, Bélgica, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal) e chegou até o Brasil, influenciando a derrubada de Dom Pedro I que foi levado a abdicar do trono, com a instalação de uma monarquia constitucional no país. Sabiamente Tom Hooper se inspirou na pintura romântica da época, principalmente em Delacroix e Gustaff Wappers (abaixo), para compor os blocos de personagens em sua encenação das atividades revolucionárias, como na passagem das barricadas de Paris.

De resto, temos o desafio de associar as linguagens do cinema e do teatro de ópera que são geralmente inconciliáveis. No palco de um teatro, o artista precisa projetar a voz e enfatizar os gestos, para atingir até o espectador sentado a última fila. Já no cinema é a lente da câmara e o microfone que amplificam a imagem do cantor ou ator, aproximando-a da plateia. Diretor e artistas saem ilesos dessa complicação e, especialmente Anne Hathaway, conseguem desenvolver interpretações dramaticamente excepcionais.

OS MISERÁVEIS Les Misérables Reino Unido, 2013, 157 min, 10 anos estreia 01 02 2013 gênero musical/ drama/ história Distribuição: Paramount Direção: Tom Hooper Com Hugh Jackman, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway COTAÇÃO * * * * Ó T I M O
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| postado em 22/02/2013 07h43 |
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Saiba quais são os favoritos ao Oscar 2013
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Melhor Ator - Daniel Day-Lewis é o favorito

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